Leopoldo JereissatiFala Man

16 jan 2026 · 1 min de leitura · Jornal da Cidade

Quando não entender é melhor do que ter clareza…

Há situações na vida em que, com o tempo e a maturidade, passamos a compreender que é melhor permanecer inconformado do que entender com clareza todas as motivações envolvidas. Nem toda explicação traz alívio. Algumas apenas aprofundam a dor.

Todos nós carregamos histórias, nas nossas famílias ou nas de amigos próximos, de pessoas que deixaram de se falar por causa de desavenças financeiras. Em muitos desses casos, uma parte sai objetivamente prejudicada pela outra. O tempo passa, o peso do fato se acumula e, quase sempre, quem sofreu a perda raramente consegue se reerguer plenamente dentro da mesma geração.

Diante disso, surgem dois caminhos. Há os que, apesar de tudo, conseguem seguir convivendo em momentos-chave do ano, mantendo algum laço. E há os que rompem de forma definitiva, como se a exclusão fosse a única maneira de preservar a própria dignidade.

Por muito tempo, para mim, a ruptura parecia fazer sentido, como consequência natural da incapacidade de perdoar ou de relevar. Até que aprendi algo recentemente. Mais felizes são aqueles que conseguem continuar. As gerações que vêm depois têm muito mais a ganhar convivendo do que se afastando. E nós, no presente, descobrimos que o perdão não é fraqueza. É chave para a plenitude, para a paz e, sobretudo, para uma forma silenciosa de superioridade.

Publicada no Jornal da Cidade de Holambra, edição 1581 — 16/01/2026, p. 2. Ver a edição (PDF).