Leopoldo JereissatiFala Man

24 mai 2024 · 1 min de leitura · Jornal da Cidade

A Identidade

É libertador o momento em que começamos a aceitar--nos como estamos e compreendermos que somos alguém que simplesmente somos, exatamente por que os outros são como são; que no defeito, na dificuldade e na limitação do outro, encontramos o caminho para nos desenvolver, tornando-nos assim pessoas melhores.

É natural que a gente sinta vergonha de nós mesmos. A adolescência deveria ser o auge dessa bobeira, mas não é, ela nos acompanha por muito mais tempo do que isso. Ora pelo nariz ou tipo de cabelos, ora pela derrota e frustração. Em alguns momentos, sentirás vergonha da sua mãe, de seu pai, de sua cidade ou situação de vida. São tantos motivos que poderão despertar essas inseguranças, que seria impossível listar aqui. A gente passa muito tempo encontrando formas de esconder, omitir, ajustar — para os outros — as coisas e os discursos, para tentar fazer passar batido a eles aquilo que nos incomoda ou que supostamente foge do padrão esperado.

“Torna-te quem tu és”!

Imaginar que, se sua mãe ou pai tivéssem sido ou agido de forma diferente da que fizeram iria ser melhor ou mais fácil para você, é uma ilusão. Por mais dolorido que possa ser realizar isto, é isto o que de fato é.

“O sinal da maturidade alcançada é poder não envergo-nhar-se de si mesmo” — Nietzsche

Publicada no Jornal da Cidade de Holambra, edição 1498 — 24/05/2024, p. 2. Ver a edição (PDF).