Leopoldo JereissatiFala Man

1 mai 2019 · 5 min de leitura · Medium

Ode ao Trabalho

Um agradecimento àquilo que enobrece o Homem e a Mulher.

Em casa, trabalhar duro sempre foi a forma mais segura de garantir o futuro. Quanto maior seu sucesso, maior sua responsabilidade e no momento em que sua capacidade financeira e de gestão extrapolar sua própria casa, é a hora de olhar para a comunidade local e puxá-los junto com você para ampliar as possibilidades para todos em um país tão carente como o Brasil.

Fazemos isso na pessoa física e jurídica, no setor público e privado e em frentes importantes como educação (Passos Mágicos e Parceiros da Educação entre outros) e cultura — esta última, para quem frequenta o JK em São Paulo, por exemplo, pode reparar que temos sempre obras de arte do acervo em exposição espalhadas pelo shopping. No interior do Estado, sempre que possível aproveitamos espaços disponíveis para levar conteúdos que ficariam apenas nas capitais se dependêssemos das iniciativas do governo. É uma forma elegante e eficaz de aproximar o público da arte, do inusitado e além de tudo, de experiências gostosas consigo mesmo — é um jeito de inspirar; de educar através da inspiração e do amor ao próximo.

Acervo de arte do shopping traz ao público obras de artistas renomados e disponibiliza informações sobre cada um deles

Diversas teses sobre o trabalho quase sempre residem em duas vertentes: uma que dedica tempo ao trabalho (indica necessidade de volume), outra que avalia o tempo dedicado (indica necessidade de qualidade, de não perder tempo); livros dessas duas vertentes:

Trabalhe 4 horas por semana — Tim Ferris vs.

Fora de Série (10.000 horas e você se torna realmente especialista no tema) — Malcolm Gladwell.

O que importa na verdade é que você transite entre elas e se encontre, mas nunca pare de trabalhar.

Minha avó com seus 92 anos e super bem de saúde física e mental me disse uma vez que o segredo da longevidade é “dormir pensando como resolver o problema de amanhã”. Até hoje ela toca o sítio dela em Holambra do jeito dela. Meu pai saia para trabalhar tão cedo que não o via e voltava tão tarde que eu já dormia. As viagens à trabalho levavam dias para que ele retornasse. Eu achava o máximo — parte pelo fato dele parecer ter que estar em algum lugar importante, parte porque ele ia voando pra todo lado, e sempre fui apaixonado por aviação.

No dicionário, entre os significados de Trabalho temos: O exercício de uma atividade como ocupação, ofício, profissão, etc. Gente muito inteligente no mercado anda dizendo que o grande risco que corremos no futuro próximo é o movimento da “Humanização das máquinas e robotização do homem”. Falam na verdade sobre o vazio que ficará para àqueles que não conseguem pensar, apenas executar. Esses vão sofrer demais com a transição e o sentimento real de desocupação e inutilidade pública. Isso pode trazer verdadeiro caos social.

Em um podcast sobre Trabalho no Pós-digital, Guilherme Maciel — amigo e executivo top da 2Get/Amrop descreveu o perfil do líder/executivo(a) ideal atualmente: “pessoas que pensam de forma ágil, que tomam decisões rápidas e de qualidade, que são criativas, multiculturais, que tem tolerância enorme à ambiguidade que vivemos e no final do dia tenham um perfil mais empreendedor. Saibam fazer mais com menos, que saibam agir e assumam riscos”.

“Quanto mais trabalho, mais sorte tenho” — outra verdade absoluta se estiver em um caminho construtivo. Férias só é tão gostosa porque trabalhamos duro o ano inteiro. Pergunta para quem não faz nada como é ficar a toa por aí. Insuportável. A cabeça esvazia e as preocupações com coisas pequenas tomam a agenda mental e a perspectiva da vida tende a se fechar demais. Nosso cérebro é doidão. Veja se não é assim como na figura abaixo:

Gerar empregos para mim sempre foi o maior drive empreendedor. Tenho o cuidado de manter os recursos escassos na companhia para continuarmos competitivos, claro, mas comemoro muito por dentro quando abrimos novas vagas. Esse ano mal começou e já foram 10 novas na agência. Vejo nos meus clientes o gosto pelo trabalho correndo nas veias. “A palavra convence, o exemplo arrasta”. Com apenas 6 anos no mercado acompanho de perto o caminho de muitas histórias empreendedoras diferentes: Self Storage, Galpões Logísticos, Maionese, Seguros, Cafés, Chocolates, Produtos de Limpeza, Fazendas de Frutas — em comum todas tem o trabalho duro e o sonho grande de muita gente boa por trás.

Tem um potencial produtivo muito grande e desperdiçado de gente muito bem educada e preparada, especialmente mulheres entre 30 e 40 anos que não se enquadram no modelo tradicional de trabalho. Em 2030, a humanidade alcançará segundo Peter Diamandis a “Longevity Escape Velocity” — A expectativa de vida aumentará ligeiramente a cada ano à medida que as estratégias e as tecnologias de tratamento melhorarem. Literalmente “Os 40 são os novos 20”, então com tanta tecnologia e acesso a informação, faço um convite para todas que pararam de trabalhar em função da família, do casamento, das questões biológicas que revisitem o conceito de trabalho e de expectativa de vida e aproveitem essa imensidão de possibilidades novas que surgem a cada semana para fazermos melhor amanhã algo que já fazíamos ontem.

Para não esquecer da importância de que a vida não é só trabalho, interessante quando lembramos que “**Eu gostaria de não ter trabalhado tanto” **é um dos Cinco Maiores Arrependimentos antes de Morrer. Minha esposa comentou comigo ontem sobre uma previsão de Karl Marx em uma de suas obras sobre na época em que estamos vivendo agora, já poderíamos trabalhar apenas quatro horas por dia e não mais oito como estabelecido. Tecnicamente estamos prontos para isso — segundo Mario Sergio Cortella. O que falta para redesenharmos o modelo então?

Trabalhemos com o exemplo mais bem sucedido no país e sejamos otimistas em relação ao futuro — “Prefiro ser otimista. Não conheço muitos pessimistas bem-sucedidos.” (Jorge Paulo Lemann).

Publicada originalmente no Medium. Ver no Medium.