O fato é o mesmo, a gente que muda
Boa parte do que sofremos está apenas na nossa cabeça, e não chega a ser uma realidade prática. Sêneca dizia sobre isso:
“Sofremos mais frequentemente na imaginação do que na realidade.”
Também é verdade que a gente se torna mais pleno e por que não mais feliz quando encara os mesmos fatos por uma nova lente.
Talvez isso seja amadurecer, talvez sejam doses de sabedoria. Marco Aurélio dizia para aprendermos com os sábios:
“Adote o método daqueles que você admira; observe como vivem, como pensam e como agem.”
Comecei meu ano com uma leitura boa de C. S. Lewis que, sob a ótica do Cristianismo, nos ensina que:
“Humildade não é pensar menos de si mesmo, mas pensar menos em si".
Muito do que aprendi sobre gratidão vem de Eckhart Tolle, em seu clássico O Poder do Agora. Ele diz:
“A gratidão pelo momento presente e pela plenitude da vida agora é a verdadeira prosperidade.”
Também gosto muito do trecho em que ele paraleliza nossos sentimentos e angústias com a mente presa no passado ou capturada pelo futuro, e não onde deveria estar, aqui agora:
“Toda ansiedade é causada por uma preocupação excessiva com o futuro, e toda culpa ou tristeza profunda nasce de um apego ao passado.”
Se a tese dele for boa, então você provavelmente não teve nenhum problema concentrado aqui nessa leitura comigo. Não é que eles tenham ido embora, mas é que, nesses últimos minutos, você, sem perceber, esteve integralmente aqui.
Simples assim é o estado meditativo que os monges conseguem sustentar por muito, muitoo tempo.
Olha, não sei se você reparou, mas janeiro já foi, e para que você não sinta fevereiro se esvaindo, Sêneca nos lembra em Sobre a Brevidade da Vida:
“Não é que tenhamos pouco tempo, é que perdemos muito dele.”
Bora pra 2026 com tudo, porque esse papo de que o ano só começa depois do Carnaval é para os fracos.
Publicada no Jornal da Cidade de Holambra, edição 1583 — 30/01/2026, p. 2. Ver a edição (PDF).
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